AMOR NA TEMPESTADE

 

 
 
TEMPESTADE DE AMOR
Marcial Salaverry
 
A chuva caia aos borbotões,
enquanto nos amávamos...
No calor de nossa cama, vivíamos nosso amor...
Curtindo nosso sexo com todo ardor,
vivendo-o em todo seu esplendor...
E aquecidos pelo calor de nosso amor...
Nem sentíamos a tempestade que caía...
Lá fora, o vento rugia feroz,
mal ouvíamos nossa voz,
apenas sussurrada entre carícias apaixonadas...
O rumor da chuva ensurdecia com vontade...
Sem porém,  atrapalhar nossa felicidade...
Nossos sentidos em total liberdade...
A chuva caia forte, impiedosa,
enquanto curtíamos nossa paixão quente,  fogosa...
Nossas carícias sempre ousadas...
Nossos sexos não queriam parar...
A chuva não parava...
A natureza não se calava...
E nosso prazer , que não se saciava...
O ruído da chuva no telhado,
marcava o ritmo de nosso amor apaixonado...
Apenas nosso prazer interessava...
Apenas nosso sexo ardente  nos bastava...
Não existe chuva, tempestade ou furacão,
que possa arrefecer o ímpeto de uma paixão...
E impedir do amor a continuação...
Os ruidos da intempérie,
apenas aumentavam a excitação,
que nos acelerava a pulsação...
Apenas acentuavam aquele quente tesão,
levando-nos ao orgasmo total, à satisfação...
De teu corpo sedutor,
colhi todo o sabor,
como se colhe  uma linda flor...
Meus lábios o percorriam com avidez...
procurando dar-lhe o maior prazer...
Logo passou a tempestade, a chuva parou...
Mas no fogo da paixão... nosso amor continuou...
Nosso desejo ainda insatisfeito,
continuando em nosso sexo perfeito...
 
 

 

Marcial Salaverry


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