A VIDA MOSTRA QUE VIVER UM AMOR NÃO É "FAZER AMOR..."

 

Costuma-se dizer que "vamos fazer amor"...
mas nem sempre é com amor...
Viver um amor com amor, não é "fazer amor"...
Ósculos e amplexos,
Marcial

A VIDA MOSTRA QUE VIVER UM AMOR NÃO É "FAZER AMOR"...
Marcial Salaverry

Uma verdade precisa ser dita, na tentativa de explicar o real significado da expressão muito usada entre amantes, que é chamar de "fazer amor", quando se deseja praticar o ato sexual... Acontece que nem sempre o ato sexual é feito com amor, portanto, não parece estar correta a expressão "fazer amor", uma vez que não pode se referir pura e simplesmente ao ato sexual, que pode ser uma complementação para o fato de estarmos amando, mas não necessariamente.  Pode-se fazer sexo sem amor, como pode-se amar sem fazer sexo. Qualquer das alternativas fica incompleta.  O ideal mesmo é a junção do ato físico, com o amor que vem da alma, embora o sexo em si seja igualmente prazeroso, quando feito com um forte desejo de momento. Efêmero, mas intenso.

Na verdade, o amor transcende do ato sexual.  Não é apenas o mecânico vai vem do sexo.  É algo mais.   É colocar nesse movimento algo que vem de nosso interior.  É a magia do amor, que dá muito mais vida e encanto ao  ato sexual, que se praticado sem amor, pode ter prazer, pode ter gozo, mas não tem calor, não tem alma, fica na realidade algo mecânico, e então, o correto é "fazer sexo"...  Fazer com amor, é o toque com aquele retoque, aquele algo mais que, existindo no interior, faz a diferença entre a carícia, o carinho e o simples e mero ato de pegar no corpo de quem está conosco.  Quando simplesmente fazemos sexo, temos o encontro, a fusão dos corpos, mas apenas dos corpos, e não das almas.  Quando existe amor, acontece como que um encontro de energias, dando uma sensibilidade maior ao encontro de amor.  Sente-se uma vibração muito mais gostosa quando se chega ao clímax amoroso.

Quando existe o envolvimento amoroso, ocorre uma entrega inteira, total, os parceiros como que se doam mutuamente, não sendo apenas a mera participação do sexo mecanicamente praticado.  Assim, como um passa a fazer parte do outro, completam-se nesse ato apaixonado e apaixonante.  Fazer o sexo, simplesmente, será a mera satisfação física. O corpo pode estar satisfeito, realizado, mas  como ficará a alma? Certamente o espírito não obterá a satisfação em sua plenitude, que só poderá ser obtida com uma entrega total, e esta só acontece quando existe amor entre os parceiros.  Tem que haver uma simbiose, advinda da cumplicidade amorosa, obtendo-se assim, aquele prazer gostoso, total, e não o mero prazer físico.

Sempre que fazemos sexo pura e simplesmente, fica uma espécie de vazio interior. Obteve-se o desafogo físico, mas apenas isso, é algo efêmero, que nem sempre desejamos repetir, por mais prazeroso que tenha sido. Aconteceu, e logo será esquecido, contudo, se fazemos o sexo com amor, fica aquela sensação gostosa, duradoura, aquele desejo de repetir o ato quantas vezes possível for, porque a resistência física sempre será inferior à vontade interior. E isso acontece quando a parceria resiste ao tempo, e permanece sempre vivo o amkor entre as almas, e é quando o "fazer sexo", pode ser deixado de lado.  Assim é o sexo... Assim é o amor... Assim somos nós, com nossos desejos, com nossos amores.

E com tais pensamentos, desejo a todos UM LINDO DIA, que para ser realmente lindo, deve ser com amor vivido, ao lado de quem se ama com aquele amor que fica mais forte, quanto mais o tempo passe...

 

Marcial Salaverry


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