O MELHOR DOS ESPORTES

 

 

Esporte sempre é bom para a saúde... Não devemos deixar de praticar...
Principalmente este esporte, que leva nossa adrenalina a mil...
Ósculos e amplexos,
Marcial
O MELHOR DOS ESPORTES
Marcial Salaverry

Todo e qualquer esporte, desde que praticado com real gosto e competencia, faz bem para a alma e para o corpo, e agora, vamos falar de um esporte bastante saudável, se bem que um pouco perigoso.
Esse esporte deve ser praticado por duas pessoas, preferencialmente de sexos opostos.  Existem muita gente que não faz questão dessa "discriminação", ou seja que sejam criaturas de sexos diferentes, pois hoje em dia, para sua prática, vale tudo.
O esporte do qual estou falando é bastante antigo.  Já teve diversos nomes.
Em tempos idos, era conhecido com "flerte", ou mais sofisticadamente, "flirt".  Em tempos mais  recentes, recebeu o nome de "paquera".Atualmente os jovens chamam de "azaração".
Não sei se eles acham que isso traz azar, mas pensando bem, por vezes, realmente traz problemas.
O interessante desse esporte, é que os combates, em seu início, são travados mais à distância, envolvendo troca de olhares, sorrisos, e antigamente, iniciava-se com um leve piscar de olhos.
As palavras são desnecessárias. O prazer da disputa está mais em provar o poder de sedução, do que a conquista propriamente dita.
Digamos que você percebe que alguém mostra algum interesse na sua pessoa.
Legal, sinal de que está agradando.  Joga então seu "olhar n.º 27".  A outra pessoa corresponde. Está iniciado o jogo. Essa troca de olhares e sinais é uma das coisas mais gostosas que pode existir.
Se a "caça" está acompanhada, fica ainda mais interessante, pois além de colocar à prova o poder de sedução, o caçador (ou caçadora), também tem o prazer de estar fazendo o acompanhante de bobo.  Sempre existe o perigo do terceiro elemento perceber, e aí a coisa pode engrossar.  É isso que torna a coisa ainda mais interessante.
Vamos ver a técnica.  Vamos tratar de "o caçador", para simplificar a coisa, pois também poderia ser "a caçadora".  Nos tempos antigos as jovens eram mais recatadas e sempre esperavam que os homens tomassem a iniciativa, mas atualmente, as mulheres também vão à caça.  Eu acho isso muito certo, e muito gostoso também.  Não resta a menor duvida de que qualquer homem gosta muito de saber que está atraindo a atenção de uma mulher.
Aliás, os homens são até mais acessíveis às cantadas, paqueras ou azarações, do que as mulheres.  Creio que por estarem mais acostumadas a recebe-las, elas se tornam mais seletivas.  Gostam de analisar se o "caçador" pode valer a pena.
O interessante da coisa, é que não existe qualquer tipo de compromisso.  O objetivo é simplesmente, "azarar". Testar o poder de sedução.  Geralmente é o mesmo objetivo da "caça", que gosta de saber-se atraente.  No frigir dos ovos, é uma caçada mútua, pois ambos estão testando seus poderes.
Após uma troca de olhares muito sedutora, sorrisos melífluos, cada qual segue seu caminho, certos de que estão "em forma". Por vezes, uma troca de telefones (números, não aparelhos) que geralmente não dá certo, pois geralmente ninguém tem a intenção de prosseguir com a coisa.  Foi só um teste de sedução.
O principal perigo que existe, é quando um dos dois fica realmente interessado e quer levar a coisa adiante, e o outro não quer nada de nada.
Aí é que o jogo está completo, pois o vencedor, após saber que continua em condições de seduzir, ainda tem o prazer de deixar mais uma "marca" em sua agenda de telefones.  Mais uma caçada bem sucedida.
E se deixou alguém frustrado para trás, melhor ainda, o que, convenhamos, é muita maldade, né?
Bem gente, para um fim de semana desassuntado, até que deu prá encher um pouco de linguiça, então, vamos paquerar à vontade, pois é saudável, é gostoso e sem compromissos.  O negócio é testar se ainda somos capazes de atrair, ao menos os olhares, de pessoas do sexo oposto (ou do mesmo, dependendo do gosto).
E com esse pensamento, desejo que todos tenham UM LINDO DIA...
E tambem temos que pensar no namoro dos tempos modernos, o tal do namoro virtual, que por vezes é mais real do que o real... Mas, é outra história, que fica para uma outra vez...

 

Marcial Salaverry


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