ALGO VINDO DA ÁFRICA

 


Bem crianças...
Em uma aldeia do longínquo Congo, conversando com um feiticeiro, consegui aprender o segredo da vida eterna. Só que não é disso que vamos falar, mas sim, de algo completamente diferente. Vejam abaixo.
Ósculos e amplexos
Marcial, le congolais (os velhos amigos vão se lembrar..)
E quem não se lembrar, ou não conhecer, basta adquirir o livro UM BRASILEIRO NA AFRICA.
Para saber como adquiri-lo, basta escrever para marcial@prosaepoesia.com.br  que explico como.

ALGO VINDO DA ÁFRICA
Marcial Salaverry

Rememorando os episódios que vivi no Congo, acabei me lembrando de muitas outras coisas, pois a África é toda ela um grande mistério e, não é só leões, elefantes, hipopótamos, crocodilos famintos, alegres aventureiros, e... africanos.
Eles tem uma filosofia de vida muito peculiar, onde ainda não chegou totalmente a maldade da chamada civilização. Sob certo ponto de vista, são de uma pureza d’alma enorme, principalmente nas aldeias mais afastadas, onde o contato com a civilização é mais restrito. Encaram a vida com tanta naturalidade, que podemos aprender muita coisa com eles. Pelo menos a não sermos tão maldosos.
Também existe alguma sabedoria lá. De minhas lembranças, trago um provérbio africano muito interessante, que diz:
"Nunca são esquecidas as lições aprendidas na dor."
Palavras simples, como simples é a vida que vive a população africana, de modo geral, mas, quanta verdade existe nessas palavras...
Realmente, ao "levarmos uma paulada na moleira", aprendemos que não devemos repetir o mesmo erro (errare humanum est, mas reincidirem em errum, burrarum est).
O interessante, é que dificilmente enxergamos que certas atitudes  naturalmente tomadas, podem magoar alguém que seja um pouco mais sensível que outros, e insistimos nesse erro, até que, por vezes ferimos esse alguém de uma forma tal que fica bem mais difícil consertar a besteira cometida. E não houve maldade, vontade de magoar ninguém, apenas não soubemos aquilatar o grau de sensibilidade de quem atingimos. Involuntariamente ou não, atingimos, e acabamos magoando.
Muitas vezes, não reparamos, mas uma resposta brusca sem razão, uma brincadeira mal colocada, por vezes magoa muito. Agora, quando reparamos que o mal foi cometido e tratamos de corrigi-lo é sinal de bom senso e humildade, da mesma maneira que gostamos de ver uma mudança de atitude em quem nos magoa.
Algo que nunca pode ser esquecido: Pessoas diferentes... sensibilidades diferentes... A mesma coisa que é aceita normalmente por alguém, outra pessoa poderá não gostar. Portanto, como vivemos numa sociedade, devemos ao menos tentar aprender a lidar com todos. E, errando, ter a humildade necessária para consertar o erro, ou pelo menos tentar faze-lo, pois um pedido de desculpas não arranca pedaço algum.
Quando sofremos algum revés, temos que ter a sabedoria de aprender a lição que a vida nos deu e, ao invés de lamentar o azar que nos atingiu, devemos é verificar se não fomos nós os errados, ao insistir num projeto, numa atitude inadequada.
Sempre devemos fazer uma análise bem acurada sobre o que passamos na vida, aproveitar cada percalço, cada problema, cada contratempo, e saber tirar proveito de tudo que aconteceu, e é aí que reside nossa grande sabedoria. Fazer de cada insucesso, de cada acontecimento desagradável, um degrau para procurar melhorias na vida.
Aproveitar os azares, e transformá-los em ponto de partida para o êxito. Utilizar os erros cometidos para os acertos futuros.
Bem crianças, fica aqui a lição trazida da África: "nunca beije um leão na boca, principalmente porque deve ter muito mau hálito..."
Bem, não, não é bem essa a lição, é aquela acima, que fala das lições aprendidas, mas, esta também é útil...
A lição verdadeira é : vejam a extensão de seus erros, e procurem não repeti-los.
Nesses provérbios populares, sempre encontramos muita sabedoria, pois eles são produtos de experiências vividas.
A questão é saber interpretá-los.
Espero que o amanhã seja UM DIA LINDO E SEM ERROS PARA TODOS.

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Falando em África, vem a pequena história do garoto que diz para a mãe:                               
Mas mamãe... você num disse que gostava do papai?
 _E ela: Claro que gosto... dá mais um pedaço...


 

Marcial Salaverry


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