ATÉ O ANO QUE VEM

 

Parece incrível, mas  o ano de 2006, que começou outro dia,  já está em seus últimos estertores, realmente, está agonizando... Já vai tarde, dirão alguns, que pena que está acabando, dirão outros.  De minha parte, só posso dizer que neste ano 2006 tive alegrias e tristezas. Convivi com boas e más notícias, com acontecimentos alegres, e outros nem tanto.

Há alguns aninhos,   acabei descobrindo que tenho um talento que ficou oculto por muitos anos, e transformei-me num alegre batucador de teclado. E isso me trouxe bons amigos,  pessoas que apreciam o que escrevo e, felizmente, alguns desafetos que não tem a mesma opinião sobre meus escritos. Agradeço a ambas as correntes, porque de um lado, é o estimulo para continuar escrevendo, e por outro lado, é aquela satisfação de ser objeto de críticas, o que indica que mesmo quem não gosta, tem o trabalho de ler.

Posso servir de exemplo para aqueles que se acham velhos para começar alguma coisa, pois apenas comecei a escrever após minha aposentadoria, quando descobri a Internet. Sem dúvida alguma, iniciar uma carreira aos 62 anos, não deixa de ser interessante.  É sinal de nunca é tarde para iniciar alguma coisa na vida.  Basta ter vontade e, claro, algum talento.  Até poeta acabei virando, e nunca gostei de poesias.  E sempre por causa de desafios que me foram feitos.  E dois tipos de desafios.  Alguns por amigas que acreditaram que eu poderia, e me estimularam, e outros por pessoas que acharam que eu não seria capaz, e assim, me estimularam a provar que não se deve duvidar de ninguém.

Entre outras coisas, só posso agradecer ao Amigão, a manutenção de diversas amizades antigas e, principalmente, a entrada de tanta gente bacana e simpática no meu rol de amizades. 

Sinceramente eu nunca esperava que iria conseguir chegar tão longe com este tecladinho tão pequenininho.  Só posso agradecer mais uma vez ao Amigão fazer com que tantas e tão selecionadas personalidades me incluam em seu rol de amizades.

Devo concluir que tenho alguma coisa de bom no meu interior (bem lá no fundo, diriam alguns),  para conseguir essa alegria.  Ainda mais que neste finzinho de ano, estou me preparando para uma gostosa e reciclante viagem de férias, realizando um velho sonho.

Aos meus velhos amigos e amigas, muito obrigado por continuarem me aturando.  Se ainda permanecem fiéis, é porque estão apreciando a companhia, ou então são masoquistas, ou desconhecem que existe uma teclinha chamada DEL...

Aos meus novos velhos amigos (as) (ou velhos novos ?), ainda mais meu muito obrigado, por confiarem na sinceridade de minha amizade, mesmo sem me conhecerem (ou talvez por isso).  Se bem que o conhecimento físico é muito relativo, pois emaillatoriamente conversamos com muito mais isenção e liberdade do que pessoalmente, pois, no "tete-a-tete", há sempre o problema da atração (ou rejeição) física, além do que, certas coisas sempre constrangem quando estamos frente a frente, e nunca há mesma liberdade.

 

Marcial Salaverry


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