ALGO SOBRE AMOR E PRECONCEITO

 

Preconceito, de qualquer tipo, já é algo desagradável...
Agora, no amor... é detestável...
Osculos e amplexos,
Marcial

ALGO SOBRE AMOR E PRECONCEITO
Marcial Salaverry

Como o próprio nome indica, preconceito é aquele julgamento que fazemos antes de qualquer conhecimento ou análise. Algo é ruim ou não presta, porque é assim que é, ou melhor, porque é assim que julgamos que é.
Antes de julgamentos apressados, ou pior, de condenações apressadas, precisamos saber avaliar cada caso, nunca esquecendo de que cada caso é um caso, e qualquer generalização sempre será perigosa.
Nos casos de amor, a coisa pega mais forte ainda, pois já que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”,  não é válido julgar se tal amor é “certo ou errado”.  Só é preciso saber se ele existe, se é real, e é isso o que realmente importa para o amor e para os que se amam.
O que será certo ou errado neste mundo? Os pensamentos diferem de pessoa para pessoa, sendo muito difícil chegar-se a um consenso.  Assim sendo, a única verdade é que ninguém poderá julgar-se o dono da verdade para considerar algo como certo ou errado, algo que por ser muito subjetivo, depende do parecer de cada um.
Vamos tentar definir quais os amores que provocam reações em pessoas preconceituosas.
AMOR INTERRACIAL – Este já foi o mais condenado. Antigamente ver-se pessoas de raças diferentes juntas, sempre provocava olhares e comentários maldosos. Hoje é um pouco mais aceito, mas muitos pais, se falam que não tem preconceito racial, nunca aceitam que um filho ou filha tenha um relacionamento interracial, e para os preconceituosos, não tem nada a ver se ambos se amam. A grande verdade é que o coração e o cérebro não tem olhos para enxergar essas coisas, e se existe a real afinidade, o mais certo a se fazer, é aceitar a situação, e deixa-los viver o amor em paz.
AMOR HOMOSSEXUAL – Este então provoca enxaquecas e crises apopléticas em muita gente.
Diz-se que é contra a  Lei de Deus porque esta diz “Crescei-vos e multiplicai-vos”, mas também diz “Amai-vos uns aos outros", sem fazer alusão a cor ou sexo.  Então, cada qual segue a que mais lhe convier, sem estar indo contra os ditames atribuídos ao Amigão.  Aliás, se existe algo que pode ser considerado como uma lei divina,  é o Amor entre as pessoas, ficando por conta do livre arbítrio como esse amor deve ser praticado.  Assim sendo, não é lícito interferir, quando duas pessoas do mesmo sexo sentem amor entre si.  Se para uns é um amor diferente, para eles é amor simplesmente.  Atentar contra a liberdade de pensamento é muito mais contrário às leis divinas, do que pessoas que sentem amor, praticá-lo.
AMOR INTERSOCIAL – Este não é tão condenado, mas sempre suscita preconceitos e libera comentários maldosos.  Em certas camadas, existe um preconceito muito forte contra um amor entre pessoas de condições sociais diferentes.  Volta-se a bater na mesma tecla.  Se eles se amam, saberão acertar entre si todas as diferenças porventura existentes, sem que ninguém precise as ficar apontando, criticando e condenando.
AMOR INTERGERACIONAL – Sempre casais com muita diferença de idade são apontados e discriminados, com a célebre frase “Parecem pai (ou mãe) e filho”... Nesse caso, um romance entre um homem maduro e uma jovem é melhor aceito do que aquele entre uma mulher madura e um jovem. Não vejo diferença.  Tanto uns como outros tem o mesmo direito à felicidade. Se eles se amam,  alguém tem alguma coisa a ver com a diferença etária?
Apenas para finalizar, um lembrete. Muitas vezes tais “amores impossíveis” dão muito mais certo do que os ditos “normais”, pois, existindo o amor, fica fácil os chamados “acertos entre si”, desde que os deixemos em paz, vivendo com o amor que sentem um pelo outro.  Muitas vezes o que ocorre, é que a perseguição e as críticas pode leva-los a manter uma união sem aquele amor verdadeiro, apenas “para contrariar e mostrar que faço o que quero”. É quando pode não dar certo, para felicidade dos preconceituosos. 
Mas quando o amor é real, forte entre ambos, devem apenas estar preparados para encarar certas reações preconceituosas, apenas procurando dar a resposta através do amor que sentem um pelo outro. Vivam com, do e para o amor, e fim de papo.
Uma grande verdade é que o amor é cego, portanto não tem enxerga cor, sexo, condição social ou idade. Apenas existe, e provoca aquela sensação deliciosa quando os amantes estão juntos.
E se o amor existe, há que deixa-lo sobreviver.  Não existe “amor diferente”.  Existe AMOR, simplesmente e deve ser vivido intensamente e da melhor maneira possível.
Com muito amor, desejo a todos “normais” ou “diferentes” UM LINDO DIA!


 

Marcial Salaverry


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