INSEGURANÇA MASCULINA 3 - Câmbio final

 

Obviamente, quando um assunto é polemico, sempre desperta opiniões divergentes. Claro. Uma das minhas citações favoritas, é de Nelson Rodrigues : Toda unanimidade é burra.

Todo e qualquer assunto, sempre tem mais de uma maneira de ser enfocado. Este, então, só poderia despertar reações, de apoio e de "desapoio".

Tanto disseram ser eu uma pessoa de rara sensibilidade, como fui acusado de querer ser dono da verdade. Creio que o mais exato é um meio termo. Apenas me coloquei ao lado de mulheres que se sentiram magoadas por terem sido assediadas de uma maneira grosseira, evidenciando, nesses casos a insegurança à qual me referi.

A carapuça logicamente não serviu para todos. Como nem todas as mulheres preferem um tratamento mais cordial e humano. Existem aquelas que preferem ir direto ao ponto final, sem maiores preâmbulos.

O ponto que quis apontar é justamente esse, de que precisamos ter a sensibilidade de saber tratar as pessoas de uma maneira correta.

Antes de irmos ao ataque frontal, há que se verificar as condições do terreno do combate. Os chamados "estudos preliminares" que os boxeadores costumam fazer no início da luta, isso não querendo dizer comparar o relacionamento homem/mulher com uma luta de boxe, ( se bem que às vezes...).

O que chamo de estudos preliminares, é uma sondagem, para ver se a pessoa em questão parece daquelas que estão dispostas a chegar aos "finalmentes" sem maiores preâmbulos, ou se pertence à outra categoria, que quer primeiro conhecer bem a pessoa, antes de se chegar a algo mais íntimo..

Desde que o mundo é mundo, sempre houve uma ordem natural das coisas (na pré-história, nem tanto). Chamava-se antigamente, de namoro, noivado, casamento. Nessa época, sexo só após o casamento.

Certo que os tempos mudaram, mas não se esqueçam de que estamos falando de mulheres maduras, que viveram nessa época. Ainda guardam certos sentimentos, certos pudores. E preferem ser tratadas com algum, digamos, recato. A melhor maneira para conquistá-las é saber chegar em seu coração, tratando-as com a consideração que merecem. Afinal nada custa sermos românticos, à moda antiga mesmo.

O romantismo não pode ter morrido, embora esteja moribundo. Poderemos revivê-lo. Não custa lembrar os tempos em que os homens davam precedência às mulheres, e que beijavam sua mãos.

Concordo que algumas acham isso uma tremenda babaquice. Mas nem todas pensam dessa maneira. Não custa uma sondagem para descobrir qual a melhor maneira de se chegar ao coração que queremos conquistar. Aliás, ainda é pelo coração e pela cabeça que melhor se conquista uma pessoa. O sexo é uma consequencia disso tudo.

Salvo se o objetivo for simplesmente algo passageiro. Nesse caso, é claro há que se ir diretamente ao âmago da questão. E aí pergunta-se clara e taxativamente: Vamos ao motel?. Não vale pena perder-se tempo. Porém., se o que queremos é algo diferente, um relacionamento mais duradouro... se queremos alguém com quem possamos compartilhar o futuro... aí então é necessário que se conheçam e muito bem antes de qualquer coisa.

Caso contrário, alguém poderá sair muito machucado. Muitas vezes possíveis bons relacionamentos entre pessoas que poderiam se entender muito bem, terminaram no nascedouro, justamente por causa de atitudes como essa.

A colocação do desejo sexual antes de tudo, determinou que a relação fosse abortada antes de concebida. Uma sugestão para motel precipitada pode ofender e muito uma mulher de classe, pois estará sendo colocada quase como uma prostituta, que ao primeiro contato já vai transar.

Por vezes a iniciativa parte até mesmo da mulher, que não está querendo nada além de uma aventura passageira. Nesse caso é mesmo uma ação rápida. Para que perder tempo se ambos já chegaram às mesma conclusão...

Só acho interessante que se saiba diferenciar os casos, que se saiba encarar os fatos.

E, principalmente, não podemos ter medo de encarar um relacionamento duradouro quando encontramos alguém que julgamos valer a pena. Não se deve ter medo de encarar um compromisso. Se ambos estão sozinhos e se entendem... que custa uma nova tentativa? Pensem nisso.

 

 

Marcial Salaverry


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