ACERTANDO UM RELACIONAMENTO

 

Chega aquele momento em que algo precisa ser
feito... para que algo melhore... Ou não...
Osculos e amplexos,
Marcial

ACERTANDO UM RELACIONAMENTO
Marcial Salaverry

Algo normal em uma vida a dois, são as diversas fases de adaptação que surgem, como produtos da convivencia, e é necessário saber administrá-las, para evitar traumas que poderão complicar a vida futura dos parceiros, que desejam que essa união seja duradoura e bem vivida.
Uma parceria, seja qual for sua composição, para dar certo, exige sempre uma elevada dose de compreensão, alimentada por muito diálogo e muita ponderação.
É preciso notar que desde o início essa adaptação será necessária, pois são dois estilos de vida que se cruzam, e, para que não se choquem, muitos acertos serão necessários.
Será mais fácil numa fase inicial, quando ainda tudo são flores, com "meu amor" prá cá, "meu bem" prá lá, fazer  esse tipo de acertos, apesar de não ser essa a preocupação inicial de ambos, que preferem mais amar-se do que conversar sobre o futuro, mas essa talvez seja a hora mais adequada para certos acertos, ou seja, o nível de tolerância estará aberto em seu grau máximo, e as coisas sendo acertadas em seu início, vão facilitar o que há por vir no porvir...
Contudo, passada essa fase que antigamente era conhecida como "lua de mel", começa a fase mais aguda, quando ambos caem na real e sentem a necessidade da luta pela vida, e com certeza é essa uma das fases mais importantes, quando o desgaste da convivencia, e os problemas da vida profissional podem começar a afetar a vida pessoal.
Surgem alguns problemas de relacionamento, geralmente provocados pelas tensões normais que vão aparecendo, seja por causa de trabalho, de situação financeira, ou então pelo aparecimento de eventuais filhos, e é aí que a coisa pode começar a periclitar, pois tais problemas de relacionamento, muitas vezes afetam algo que é considerado um dos grandes tabus da vida moderna, ou seja o terrível fantasma chamado: DESEMPENHO SEXUAL.
É preciso entender que após alguns anos de convivência, não existirá o mesmo fogo sexual dos primeiros tempos. Um arrefecimento é natural e compreensível, pois a luta pela subsistência, as preocupações do cotidiano, vão começar a cobrar seu tributo. E o ponto mais afetado sempre será esse, pois para que o esporte do sexo seja praticado prazerosamente pelos dois, ambos deverão estar com a mesma disposição, e principalmente o aparecimento dos filhos poderá começar a atrapalhar o sexo entre os conjugues, causando um certo esfriamento.
Algumas vezes, esse aparente esfriamento afeta apenas uma das partes. E a outra fatalmente irá se ressentir, começando a pensar que não é mais amada, e é aí que mora o perigo, pois nem sempre um esfriamento sexual é causado pelo desamor. É onde se torna extremamente necessária uma alta dose de compreensão. É onde o diálogo franco, sincero e honesto se torna imprescindível. É onde a união poderá solidificar-se ao invés de desmanchar-se. É onde ambos poderão constatar se existe realmente amor entre eles, ou se foi apenas uma explosão de desejo sexual que os levou à união.
É preciso que o entendimento seja testado, pois esse esfriamento pode ter causas clínicas, pode apenas ser "cucalógico", principalmente por parte do homem. Muitas vezes, aquela primeira vez que ele falha na "hora H", provoca um enorme trauma em sua cabeça, e o medo de falhar novamente, poderá levá-lo a um "recolhimento sexual", alegando mil coisas para evitar novas tentativas. É onde o diálogo e a compreensão tem um papel preponderante.
Muitas vezes, é apenas o cansaço natural provocado pelo desgaste do dia de trabalho. Se a outra parte pressionar para o sexo, uma das fugas será essa, as "dores de cabeça", as crises de enxaqueca, que acabam por provocar o afastamento, evitando ter que explicar porque não quer transar.
O diálogo franco e honesto sempre será necessário, para que dúvidas sejam dirimidas, e assim, a  compreensão será necessária, para que tais problemas não causem traumas permanentes.
Geralmente essa fase é passageira. Se a relação for boa, se existir carinho e compreensão entre ambos, será facilmente superada.
O principal, é existir a ponderação entre ambos. A aceitação de que, se o sexo é importante na vida do casal, não é o mais importante. Carinho, amizade, compreensão, respeito, sempre serão os fatores preponderantes, e que poderão levar o casal a sair da chamada "zona de rompimento", para um ponto de união gostosa e duradoura.
Pensem sobre isto. Havendo amor e compreensão, todos os problemas poderão ser resolvidos.
Até esse fantasma chamado "esfriamento sexual". O sexo não é o ponto mais importante na vida de um casal. É apenas consequência de uma gostosa vida a dois.
Para reforçar, socorro-me de uma citação de meu guru favorito. L’Inconnu, brindou-me com a seguinte pérola:
Dividir o problema, sempre é melhor do que carregá-lo sozinho. Numa vida a dois, o diálogo é a melhor solução.
E com este pensamento, quero dividir com todos meu desejo de UM LINDO DIA.

 

Marcial Salaverry


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