ASSIM PODEMOS BEM VIVER O AMOR

 


ASSIM PODEMOS BEM VIVER O AMOR
Marcial Salaverry

Tentando entender o amor, e após muito meditar , e até mesmo tentar "ver" o amor, chega-se facilmente à conclusão de que o amor não tem tamanho, forma, peso, nem mesmo medidas. Simplesmente, ele existe, ou não existe. Não pode ser dimensionado. Na realidade, não existe o amar muito, ou amar pouco. Ou se ama, ou não se ama.
Existem mesmo diversas formas de amor. Diversas maneiras de se amar.
Pais amam seus filhos, filhos amam seus pais. Claro que nem sempre isso acontece. Esse é um tipo de amor. É um sentimento etéreo. Quando existe, não exige a presença física. A distância não faz com que aumente ou diminua. O amor simplesmente une as almas.
Pode-se amar com mais ênfase determinada pessoa. É algo que nasce de uma afinidade maior ou menor que se sinta por alguém.
O amor pode ser sentido com maior ou menor intensidade. São fatores diversos que podem determinar se será como um tufão, movido por forte paixão, ou se será suave como uma brisa, movido por um terno sentimento de carinho. O tufão é forte, causa estragos, exige a presença, prende pelo físico, mas é efêmero. A brisa embala suavemente nossa vida, e é mais duradoura. Suporta melhor eventuais ausências, pois é mais constante, mais interior. Prende pela alma.
Quando amamos, queremos estar juntos, ainda que distantes. Se juntos, trocando afagos, carinhos, emoções, se distantes, trocando pensamentos, unindo-se mesmo à distancia, por um forte sentimento, pelo carinho advindo da convivência, do conhecimento. Se o amor já existe, já se provou, a distância não será obstáculo para manter-se lindo e firme.
Quando amamos, não temos segredos. Trocamos confidências, existe aquele elo nos unindo, que permite tudo falarmos. Não pode haver barreiras nem segredos entre os verdadeiros enamorados. Sinceridade e confiança é o que deve imperar, e principalmente um diálogo com muita sinceridade.
Quando existe o amor, sempre deve haver o apoio mútuo. Quando um fraquejar, o outro deve segurar as pontas. Se ambos fraquejarem, devem procurar apoiar-se um no outro, para conseguir se levantar, ou para não cair.
Claro que nem sempre são rosas e dias felizes. Como as rosas tem seus espinhos, os dias felizes tem suas alternâncias. Por vezes, sonhos gostosos, róseos. Por vezes noites de insônia.
Por vezes, aquele caminho suave, gostoso, coração calmo, tranquilo. Por vezes, alguns solavancos no caminho, palpitações, angústias. Mas se existir o amor, os melhores momentos serão bem curtidos, e os contratempos serão superados. Devemos estar preparados para todas as eventualidades.
Quando existe o amor, perde-se a noção e a medida do tempo. Vivemos o presente, com gostosas recordações do passado, e sonhando com o futuro. Perdemo-nos na eternidade.
Recordamos dias ensolarados, noites enluaradas, esquecendo das tempestades, das borrascas que chegaram a representar alguma ameaça para o amor. Se temos um rio plácido e sereno a nossa frente, porque pensarmos nos estragos que aquela enchente causou, quando é bem melhor curtirmos a felicidade do momento.
Recordemos sempre dos momentos doces, e procuremos repeti-los. Tristezas, momentos amargos, devem ser deixados no limbo do passado. Erros cometidos, jamais deverão ser repetidos.
Um amor bem vivido, é como um raio de luz em nossa vida. É um farol que ilumina nossa existência, e devemos sempre mantê-lo aceso. Se deixarmos que essa luz se extinga, nos perderemos na escuridão.
Um amor pode ser vivido de diversas formas, pode ser secreto, pode ter milhares de testemunhas.
Pode ser perfeitamente normal e tranquilo, como pode ser impossível. Sempre será o amor.
Pode transcorrer calmo e sereno, ou pode ser tempestuoso, e sempre continuar forte, impávido.
Pode mesmo jamais se consumar, e ainda continuar existindo. Se for amor de verdade, não verá dificuldades à sua frente para prosseguir. Vencerá mesmo se houver intrigas, preconceitos. Se ficar pelo caminho, é porque não era um amor de verdade.
O verdadeiro amor serve de inspiração a escritores, poetas, que sempre saberão descrevê-lo muito bem. É muito melhor e mais fácil para um artista descrever o amor do que o ódio.
Amores de verdade não sentem a passagem do tempo. Não envelhecem. Revigoram-se. Por vezes podem até balançar, mas sempre se recompõem e ressurgem mais fortes ainda.
E se um dos parceiros partir antes, deixará sua lembrança marcada indelevelmente na alma do remanescente. Não desaparecerá jamais.
O amor sempre deverá ser vivido a dois. Nem mais, nem menos. E sempre bem vivido. Curtido. Para não ser jamais esquecido.
Assim é o amor. Assim é a amizade. Assim é o amorzade. Saibamos descobri-los quando autênticos e assim os mantermos.
Um beijo no coração, e os sinceros desejos de UM LINDO DIA.

 

 

Marcial Salaverry


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