IDADE, UMA QUESTÃO DE CUCA

 


Todos já fomos crianças um dia... Você se lembra ainda?????
Ósculos e amplexos,
Marcial
 
IDADE, UMA QUESTÃO DE CUCA
Marcial Salaverry

Algo que normalmente as pessoas costumam esquecer à medida que vão crescendo, e que nunca deveriam olvidar, é que um dia foram crianças, mas  acontece que à medida que o tempo vai passando e vamos crescendo, muitas modificações vão ocorrendo, não apenas no físico, como também na maneira de se encarar a vida, de se viver, enfim...
Concordo que deveremos sempre acompanhar a marcha do tempo e sua evolução. Apenas não deveremos deletar tudo o se passou, tudo o que fizemos na vida.  Deveremos sempre nos lembrar de que em certa época, já fomos crianças. Um tempo que realmente marcou nossa vida e que muitas vezes, acabou determinando nosso futuro, nossa linha de conduta. 
Em nossa infância encontramos a origem de nossa maneira de viver e encarar a vida.
A esse respeito, e apesar de ser um povo novo, quase sem tradições, os chineses conseguem ter alguns  provérbios interessantes, como este aqui:
O grande homem é aquele que não perdeu a candura de sua infância. 
É uma grande verdade, pois o que realmente estraga a vida de muita gente, é esquecer totalmente que um dia foi uma criança livre de preconceitos, inibições, e dos famosos "não fica bem, você não é mais criança"... Tais preconceitos sempre nos bitolam, pois ficamos preocupados em não "parecer criança", e vamos nos esquecendo de viver alegre e descontraidamente. Pelo menos com a sinceridade espontânea das crianças, que gostam ou não das coisas e o dizem sincera e naturalmente.
Ora, crianças fomos, e crianças sempre seremos.  A única diferença é que, quando somos fisicamente crianças, agimos com naturalidade sem aquela preocupação do "fica ou não fica bem".  Sem a preocupação de procurar agradar certas pessoas que detestamos.  Procuramos agradar apenas àquelas de quem gostamos.
Quer coisa mais linda e espontânea do que o sorriso de uma criança feliz ?  Não é aquele sorriso estereotipado que aprendemos a desenvolver quando, por exemplo, o chefe nos conta aquela piada velha e besta que sempre contou.  E vai por aí afora.  As crianças não.  Somente sorriem, quando estão com vontade. Agora uma coisa é certa, as crianças não sabem ainda observar os limites, aquela velha máxima, "de que seu direito termina onde começa o meu, e vice-versa".  Isto sim, tem que lhes ser ensinado, para que não sejam aquelas detestáveis crianças birrentas e cheias de vontades e exigências, que quando chegam perto de nós, somos obrigados a avisar: se morder, eu chuto...   Mas isto é uma outra história, que fica para uma outra vez, pois existem crianças que são realmente detestáveis, pois aprenderam cedo demais a ser adultas, e as manhas e truques que os adultos empregam em suas chantagens emocionais.
Do que estávamos falando mesmo ?  Ah!!! do quanto é bom conservarmos, com a sabedoria da idade, o espírito infantil de alegria e descontração.  Basta saber observar o limite que demarca alegria e descontração, de uma irresponsabilidade total.  Não podemos nos escudar em nossa jovialidade e alegria de viver para começar a agir irresponsavelmente. É necessário pelo menos, saber observar os limites que separam tais atitudes.
Realmente, dosando-se adequadamente as coisas, tornamos nossa vida muito agradável e gostosa de ser vivida, não esquecendo de que é o meio termo que é o ideal, nem excesso de espirito infantil, e muito menos excesso de espírito adulto.  Basta ficar no meio termo, que o bom senso nos indica.
E ainda sobra tempo e disposição para transmitir um pouco dessa alegria aos que estão à nossa volta. Sempre é agradável saber que se consegue transmitir o que se pode chamar de uma experiência alegre de vida.  E isso faz muito bem para o espírito, prolonga a vida.
E com essas idéias na cabeça, desejo a todos UM LINDO DIA.

 

Marcial Salaverry


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