O AMOR NUM ENCONTRO DE GERAÇÕES

 


O AMOR NUM ENCONTRO DE GERAÇÕES
Marcial Salaverry

Quando encontramos casais com grande diferença de idade entre si, sempre nos questionamos sobre a validade de tais uniões.  Se pode existir um relacionamento mais sério entre ambos.  Enfim, se pode realmente haver amor entre eles, ou se está havendo apenas algum tipo de interesse de alguma das partes (geralmente a mais jovem é questionada).
Pergunta-se se tais relacionamentos podem ser aprovados.
Em primeiro lugar, há que se considerar que nada há para ser aprovado ou não, salvo se os interessados solicitarem tal aprovação.  Caso contrário, dizer o que?
Afinal, decisões  tomadas por pessoas adultas não devem ser questionadas, desde que não redundem em prejuízos para terceiros, quando houver alguma herança a ser discutida  e mesmo assim, quem pode questionar, são os "terceiros".
A única coisa que deve ser levada em conta é o que existe entre ambos. Claro que se existe amor, se os dois se querem de fato, se existe um entendimento com amor, respeito e carinho... o que pode haver de melhor?
Eles apenas devem viver a vida, enquanto estiverem vivos.
Dizer que uma pessoa mais jovem não pode amar outra de mais idade é rematada asneira.  Claro que pode existir amor. A possibilidade de dar tudo certo, dessa união se perpetuar, ainda é maior do que entre parceiros da mesma faixa etária, porque não existirá a competição que por vezes ocorre.  Vocês já repararam que muitas uniões se desmancham só porque cada qual quer provar que é melhor do que o outro?
Falta muitas vezes o ponto de equilíbrio entre ambos, o que geralmente não ocorre entre casais com diferença de idade, pois o mais jovem sempre procura absorver os conhecimentos do outro, como também tem muito a ensinar.  Não existe a competição, mas sim a troca de experiências, a troca de energias. O que pode existir, é a colaboração entre ambos, criando quase que uma interdependência.
O ponto básico da questão, é a existência de um amor verdadeiro.  Aquele amor que com a convivência solidifica a união, transformando-se numa amizade inquebrantável, que poderá ajuda-los a superar as barreiras que os  preconceitos fatalmente colocarão em seu caminho.
Não faltarão pessoas preconceituosas para condena-los, para sempre estar insinuando "que parecem pai e filha (ou mãe e filho)". Quanto tempo poderá durar?  Isso só o futuro dirá.  E já está provado que é quase impossível prevê-lo. Então apenas há que deixa-los viver em paz.  Não nos compete tentar adivinhar se alguém vai "quebrar a cara" ou não. Penso que não se deve ser radicalmente nem  contra, nem a favor, muito pelo contrário, o que aliás apenas deve interessar aos parceiros, e unicamente a eles. Essa deve ser a opinião de pessoas de bom senso, pois cada qual sabe de sua vida, e devemos respeitar o livre arbítrio das pessoas.
Mesmo nessa linha de pensamento, o que  não deve ser feito, é algo que já vi muita gente fazer, ou seja, desfazer uniões felizes, para ir atrás de uma aventura louca com uma pessoa mais jovem. Se temos um relacionamento bom e estável, é muito perigoso largar tudo por uma aventura, pois num caso desses, fatalmente vai pintar o arrependimento, talvez quando for tarde demais, pois sempre será difícil colar os cacos.
Contudo, se ambos são livres e desimpedidos, acho que ninguém deve dar palpites, pois cada qual sabe de sua vida, e a vida é feita de erros e acertos.
O que deve ser levado em conta é o AMOR, o sentimento mais lindo que alguém pode sentir.
Com o pensamento voltado para o amor, convido-os para viver mais UM LINDO DIA.

 

Marcial Salaverry


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