ENCONTRO NO SUPER MERCADO

 

ENCONTRO NO SUPER MERCADO

Marcial Salaverry

Adalgisa, atraente morena de 20 anos, fazia compras em um supermercado. De repente “sentiu” a força de um olhar insistente. Olhou para trás, e reparou num homem de meia idade que a fitava fixamente. Realmente, estava provocante, com uma curtíssima mini-saia preta que deixava suas pernas bem torneadas à mostra. Sua blusa era bem decotada, deixando apetecível parte de seus seios exposta. Enfim, uma linda fêmea.

Havia rompido com seu namorado. Estava sentindo uma certa carência sexo-afetiva. E aquele olhar... Prestou um pouco mais de atenção no homem que a fitava com tanta insistência. Não era de se jogar fora. Alto, bem apessoado, já coroa, mas muito atraente.
E tinha um olhar tão penetrante. Resolveu sorrir-lhe convidativamente, como que dando “sinal verde”.

Rafael, então aproximou-se e iniciou aquele diálogo, do tipo como vai, tudo bem, ta passeando? e vai por aí afora. A jovem notou em sua mão esquerda uma aliança, que ele não fizera sequer menção de esconder.

Perguntou se era casado e ele confirmou. Estranho,  os homens casados ao abordarem moças mais novas sempre escondem sua condição, preferindo apresentar-se como separados ou viúvos. Mas ele não.

Ao se dirigirem à caixa, por mais de uma vez Rafael roçou com a mãos nos seios dela, provocando-lhe arrepios pela sutileza das carícias, do tipo: “foi de propósito... gostou?”.

Adalgisa, audaciosamente disse que sentira a força de seu olhar, e que este fora tão intenso, que chegou a sentir-se nua. Rafael, passando suavemente a mão em suas nádegas disse que era exatamente isso que ele queria, ou seja, vê-la nua. Com os olhos, a garota indicou haver aceito o convite subentendido.

Depois, no caminho do estacionamento, Rafael propôs que ela deixasse seu carro lá, e que fossem no dele. Aonde? A um motel, lógico.

Adalgisa já estava de tal maneira excitada que não pensou duas vezes. E por que não? Não tinha compromisso algum e a companhia prometia satisfazer seus anseios.

Entrando no quarto, Rafael desde o início mostrou ser o amante perfeito. Delicadamente despiu-a e, a cada peça retirada, depositava um longo beijo na parte do corpo que era exposta. Ao mesmo tempo, também despia-se lentamente. A excitação da jovem chegava ao auge, mas ele nem havia começado ainda...

Ao retirar a última peça, beijou-lhe o sexo com muito carinho. Depois foi subindo com os lábios percorrendo todo o corpo sôfrego, até chegar aos seios. Primeiro um e depois o outro foram beijados e sugados lentamente, mordiscou os mamilos com delicadeza, deixando-a completamente maluca de tesão. Enquanto isso, com a ponta dos dedos, percorria todo o corpo da garota, que insistentemente pedia para ser penetrada. Antes de atendê-la, voltou a beijar-lhe o sexo úmido, provocando um prazer intenso e orgasmos repetidos. Finalmente, iniciou a penetração, com movimentos lentos e estudados que tiveram o condão de provocar um gozo como ela jamais houvera tido.

Depois, Adalgisa perguntou se iriam ver-se novamente. Rafael sorriu misteriosamente, num quem sabe se nos encontraremos novamente no supermercado.
Declarando-se apaixonada, insistiu. Queria ter um caso com ele. Fora tudo tão gostoso, que ela não importava com o fato dele ser casado. Queria mais encontros. Queria novamente sentir todo aquele prazer, aquela loucura.

Rafael, contudo, manteve sua opinião. Era casado, e à sua maneira considerava-se fiel à esposa, pois o sexo praticado com outras, no seu entender, não poderia ser considerado infidelidade, pois era só sexo. Agora, manter um compromisso, um romance, aí sim, estaria sendo infiel e isso ele não queria. Deixava as coisas em suspenso. Se o acaso tramasse um reencontro, poderiam repetir tudo, pois ele também gostara muito dela. Inclusive para um cinquentão deixar uma garota linda como ela assim tão apaixonada, era uma tremenda massagem no ego.

Após muitos beijos mais, partiram.

Adalgisa passou a ir quase todas as tardes àquele supermercado esperando reencontrá-lo.

 

Marcial Salaverry


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