NAQUELE BANCO DE JARDIM

 

NAQUELE BANCO DE JARDIM
Marcial Salaverry

"Na mesma praça... no mesmo banco... no mesmo jardim... Tudo é igual..."
Essa era a música favorita de Gustavo e Eloisa, pois haviam se conhecido no jardim de sua cidadezinha natal, enquanto a bandinha do coreto tocava essa musica.
E assim o namoro começou.
"Um banco de jardim, esperando por você e por mim...", cantarolava Gus, ao ouvido de Elô...
"Um banco de jardim, esperando por nosso amor... enfim...", respondia apaixonada Elô...
"Um banco de jardim, onde eu possa beijar-te... assim... Um banco de jardim, você... eu... rosa e jasmim..".
E assim, esse banco de jardim, ia testemunhando esse amor sem fim...
Na realidade, nada melhor do que um banco de jardim, para se manter um papo amigo, um namoro gostoso, aquele chamego dengoso...
Natureza, paz, tranquilidade, é o que mais eles curtiam naquele início de um amor gostosamente vivido...
E assim, num clima de paz e amor, conversa-se, namora-se, vive-se com a alma feliz, e assim, a felicidade lindamente aparece...
Como esse amor era algo feito com sinceridade, somente poderia trazer felicidade, pois nessa sincera entrega, o que havia era um amor sinceramente declarado, amorosamente vivido.
Para que o entendimento aconteça sem lamento, é preciso haver total sinceridade no relacionamento, assim eles entendiam, e procuravam fazer com que a vida sempre fosse como o jardim florido que era testemunha de seus arroubos apaixonados.
Elô e Gus receberam esse amor como um presente, até o momento em que foi necessária uma separação pois a familia de Elô precisou mudar de cidade.
Eles souberam entender que poderiam viver a gostosa emoção de se sentir juntos ainda que distantes...
E assim, essas almas que um dia se conheceram, mas por caminhos diversos se perderam, depois se reencontraram, sempre confiando na força do amor que veio chegando pelo caminho, percorrendo aquele local de encontro, um jardim de amor, bem florido e cheio de cor, onde conseguiram viver aquele amor, um amor é  algo sonhado,  um sonho cheio  de flores a amores...
Amar é sempre algo muito gostoso, e o  importante é saber vivê-lo...
E como amar sempre é bom, Elô e Gus seguem vivendo sua muito real história de amor, sempre sabendo  a felicidade de um amor na realidade...

 

 

Marcial Salaverry


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