AQUELA CARICIA NO CANGOTE

 

 
AQUELA CARICIA NO CANGOTE.
Marcial Salaverry
 
Parada no ponto onibus, ela se sentiu atraida pelo olhar daquele coroa que a fitava insistente, mostrando desejo de conhece-la melhor. Deu um meio sorriso como que um sinal verde, e ele deu mais um passo, quase encostando em seu corpo.
O onibus chegou, estava lotado e eles entraram, ficando ambos de pé, praticamente num corpo a corpo.
De repente ela sentiu um toque no pescoço, era ele passando a ponta do dedo, como que sabendo ser exatamente esse seu ponto sensível, e imediatamente um arrepio desceu pela coluna, já deixando-a orvalhada pela excitação, ainda mais que no balanço do onibus, sentiu "aquela" pressão desejada pressionando seu traseiro, e ela deu uma ligeira rebolada para acomodar melhor...
Logo, ele beijou-lhe o cangote, e soprou em seu ouvido um "vamos descer aqui?". Lógicamente em frente e um motel, e ela acedeu e desceu, prometendo que haveria muito ardor no calor do amor que iriam viver...
Logo se despiram, e ele busco na geladeira uma pedrinha de gelo, e roçou-a na nucva, descendo pelas costas, e o toque gelado é um choque para despertar o
amor, que fica melado, logo "chamando" o gozo...
Assim, com um toque gelado, num amor bem gozado, fica o gelo gostoso, num sexo prazeroso, instigando os sentidos a mais e mais carícias, cada vez mais ousadas, chegando a um amor com tanto ardor, que derrete o gelo, que se mistura em todos os poros a outros liquidos que brotam  do amor.
Como o calor do amor chegando ao nível máximo, o gelo tornava-se mais necessário, sendo esse gelo com um uso diferente, que serve somente para aquecer,
para dar mais prazer, e fazer gozar a não mais parar, usando o gelinho para refrescar, e estimular o balanço do amor, e o desejo estimular...
Essa noite que prometia ser muito quente também, ainda bem que teve gelinho pra usar, e tudo refrescar.
E depois, com o  avançar do horario, resolveram tomar um banho para sair. Mas, sob o chuveiro, ele começou a beijar o pescoço que se oferecia, e claro, tiveram de pedir mais gelo na portaria...

 

 

Marcial Salaverry


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