UM AMOR VIVIDO EM TOTAL PLENITUDE

 


Para podermos viver um amor em total plenitude, temos de bem entender uma série de coisas que podem nos ajudar a encontrar a felicidade que nossa alma tanto quer...
Ósculos e amplexos,
Marcial
UM AMOR VIVIDO EM TOTAL PLENITUDE
Marcial Salaverry
 
Com certeza, esse tipo de amor incondicional para ser vivido em total plenitude, realmente é muito difícil de ser vivenciado, ou mesmo encontrado, eis que um amor assim, capaz de resistir aos percalços surgidos no caminho, que podem surgir e certamente podem ser muitos, depende muito de nossa capacidade em entender esse amor, para poder aceitá-lo, mesmo porque sempre é difícil para que ele seja inteiramente aceito, uma vez  que a incoerência de nosso pensamento, pode nos levar a essa situação quase absurda, ou seja, tentarmos negar, não apenas para nós mesmos, como também e principalmente para os outros, que estamos amando alguém, que estamos sentindo um amor tão grande que não podemos viver sem essa pessoa.

Quanta gente sofre, apenas por tentar esconder algo que é o sentimento mais lindo e nobre que poderemos sentir, ou seja, o amor em sua plenitude, que deve ser vivido sem qualquer hesitação, e é certo que um amor assim, pleno e incondicional certamente é meio difícil de ser vivenciado, pois, além de nossa aceitação total, ainda dependerá de encontrar reciprocidade na pessoa amada.

O amor verdadeiro é capaz de resistir a todas as dificuldades, resistir ao tempo, e até mesmo à distancia que eventuais separações podem ocasionar.  Um amor assim, é muito difícil não só de se conquistar, como também de ser inteiramente assimilado.  É difícil conseguir aceitar eventuais ausências, pois em nosso egoísmo natural, sempre queremos ter nosso amor a nosso lado.  É-nos complicado entender que o amor, por ser um sentimento quase etéreo, pode independer da presença física para subsistir.  Basta que saibamos vivenciá-lo, basta que seja forte o suficiente para superar a ausencia da presença...

Atualmente está em moda o “amor descartável”.  Na nova concepção, o ideal é simplesmente “ficar”, ou seja é só a companhia eventual, sem pensar-se em qualquer tipo de vínculo mais forte. Conhece-se, “fica-se”, faz-se o que “pintar”, e ciao bella... Não se dá tempo para que possa surgir um sentimento mais forte.  E quantas lindas histórias de amor perdem-se assim,  quantos amores são simplesmente descartados por causa dessa maneira de se enfocar a vida, e quanta solidão essa urgência de se viver tudo acaba provocando...

Todos querem o amor, mas poucos sabem realmente  como vive-lo, entregando-se a paixões eventuais, daquelas em que existe apenas a atração do momento, pedindo apenas  o encontro dos corpos numa  explosão de instintos, num cio permanente, que assusta até mesmo aos animais, pois para eles, o cio é algo ditado pela natureza, e apenas em determinadas épocas.

O amor é por todos desejado. Acontece que ainda se confunde amor com propriedade, e a tendência natural é “tomar posse” da pessoa amada, e vive-se o tormento do ciúme, quando começamos a achar que todos querem nos “roubar” o objeto de nosso amor.

Queremos um amor que possa nos trazer segurança, que nos dê estabilidade emocional ou mesmo financeira, mas muitas vezes esquecemos de fazer nossa parte, esquecemos de procurar saber se estamos dando felicidade também, se estamos sabendo nos doar, ao invés de apenas exigir.  Queremos “sentir-nos felizes”.  Estaremos fazendo nossa parte?  Nossa parceria estará igualmente sentindo-se feliz? São perguntas que exigem resposta, que nem todos sabem dar...

Adquirindo consciência de que a felicidade depende basicamente de nós mesmos, poderemos evitar as famosas crises existenciais, as depressões, que geralmente são causadas pela nossa própria incapacidade de assimilar a vida, de saber viver, de saber amar, de saber ser amado.

Sem o amor, na verdade, nada somos.  Mas é preciso sabermos aceita-lo, sabermos vive-lo, para que possamos mantê-lo, pois na verdade, tudo depende de nós, de como soubermos aceitar o que nos é imposto pela vida, partindo daí para viver um amor em toda sua plenitude, e enfim, sermos felizes.

É preciso saber entender nossa alma. É preciso saber entender a alma de quem amamos. É preciso saber fazer-nos entender por quem  amamos, e isso só será possível, quando soubermos aceitar que estamos amando, bem como aceitar que somos amados,  e assim, entregarmo-nos incondicionalmente a esse amor.

Vamos saber viver a vida, e um bom início, é tendo a capacidade de fazer de cada dia, sempre
UM LINDO DIA.
 

 

 

Marcial Salaverry


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